Por trás do extraordinário marmoreio do Wagyu japonês existe um trabalho que começa muito antes de a carne chegar à mesa. No Japão, a criação desses animais envolve seleção genética, alimentação cuidadosamente planejada e acompanhamento de seu desenvolvimento. É uma tradição que combina conhecimento acumulado ao longo de gerações com critérios rigorosos de produção e qualidade.
Um detalhe especialmente interessante é que cada bovino recebe uma identificação individual de dez dígitos, permitindo acompanhar sua trajetória desde o nascimento. Informações como origem, raça, linhagem e locais de criação integram um sistema nacional de rastreabilidade.
A província de Kagoshima, no sul do Japão, ocupa um lugar de destaque nessa tradição. Reconhecida pela criação de bovinos Japanese Black, desenvolveu um trabalho de seleção genética e manejo que contribuiu para consolidar sua reputação entre as grandes regiões produtoras de Wagyu. A combinação entre marmoreio delicado, textura extremamente macia e características da gordura tornou suas carnes especialmente apreciadas.
A classificação A5 representa o nível mais elevado de rendimento e qualidade no sistema japonês. Já o BMS 10 indica um grau excepcional de marmoreio, dentro de uma escala que vai até 12. São critérios distintos que, juntos, ajudam a compreender o nível de seleção presente neste Ancho.
O resultado de todo esse cuidado é uma carne cuja exclusividade não depende apenas da raridade ou da aparência. Existe uma história de origem, seleção e precisão por trás de cada corte — e ela se revela na experiência de degustá-lo.


